Eu vendo, tu vendes, todos vendemos. Parte II

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No post anterior transcrevi um relato de Raúl Candeloro, editor chefe da revista VENDA MAIS.

Ao fim do seu relato cada assinante da e-zine recebeu o seguinte pedido:

Essa lembrança me deixou curioso para conhecer sua história. Guida, como foi sua primeira venda? Qual foi a grande lição que você aprendeu com ela? Escreva para nós, envie um e-mail para: leitor@vendamais.com.br e conte-nos sua primeira experiência em vendas.

Minha relação com vendas começou quando eu tinha por volta de 10, 11 anos. Minha “vozinha” (avó) estava me ensinando alguns pontos em crochê para criar roupas mais apresentáveis para minhas bonecas. Eu sempre inventava roupas e modelos em papel ou retalhos e costurava nas bonequinhas peitudas, pernudas e loiras da cintura fina.

Fiquei fissurada na técnica do crochê que acabava levando para o colégio o kit com linhas e alguns acessórios já feitos, inclusive vestidos em uma boneca. Minhas coleguinhas adoraram e comecei a fazer algumas peças para minhas amiguinhas.

Anos depois, eu comecei a fazer algumas peças para uso próprio, quando começou a moda de bolsas em tricô e crochê às vendas nas lojas. Sempre quando alguém perguntava onde havia comprado, eu respondia num orgulho só que era obra minha. Algumas colegas perguntaram se eu fizesse sob medida cobraria mais barato que nas lojas.

Meus pais nunca foram de soltar de dinheiro. Sempre que eu pedia tinha de dizer a finalidade. Na adolescência, quando a maioria dos meus colegas ganhavam mesada e eu não (Papi não achava certo dar mesada; se eu fizesse por merecer, teria as coisas que almejava dadas por eles), a idéia de ganhar dinheiro com minhas habilidades de crocheteira era sensacional. E assim o fiz.

O que aprendi com isto?

  1. Orgulho próprio. A sensação de receber elogios e reconhecimento era maravilhosa.Ver algo criado por mim sendo usado pelas pessoas e ainda receber por isso era muito bom.
  2. Negociação. Algumas adolescentes mais velhas vinham dar uma de espertas e propunham que eu só cobrasse o material. Eu falava que se pagassem o preço normal dava um brinde (na época um broche ou uma pulseira de crochê).
  3. Desenvoltura. Sempre fui tímida e era mais falante com os amigos. Com o boca a boca acabei fazendo amizades com garotas de outras turmas e até ensinei para algumas interessadas alguns pontos de tricô e crochê.
  4. Como é bom ganhar pelo seu trabalho. Seja reconhecimento ou dinheiro.

Foi breve, mas foi uma experiência que nunca esqueço. Como não fui encorajada e recebia reclamações de meus pais, que na época só queriam que eu me preocupasse com os estudos, acabei desistindo e tive de parar de crochetar até para mim.

Até hoje se sou vista com as benditas agulhas, eles reclamam que é perda de tempo. Ser consultora e empreendedora para eles também é, que eu deveria era enfiar a cara nos livros para concurso.

Já não tenho mais a cabecinha de milênios atrás e sei que a sensação de reconhecimento profissional e obter remuneração é o que eu quero.

E aqui chega uma quinta lição: TODO PAI E MÃE DEVERIAM ENSINAR SEUS FILHOS SOBRE VENDAS, NEGOCIAÇÃO, GANHOS E PERDAS.

Saber vender é uma coisa. Saber negociar é outra.  Negociar é uma habilidade necessária em sua vida. Alguns nascem com a lábia e outros não; o bom é saber que se pode aprender e desenvolver ambas as técnicas.

Só que a minha história com vendas ainda não acabou. Conto mais proezas sobre vendas e negociação em outro post.

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Um comentário sobre “Eu vendo, tu vendes, todos vendemos. Parte II

  1. Execelente Post.
    A minha primeira venda não foi tão cedo assim…
    Eu trabalhava como Analista de Sistemas em uma empresa de fabricação de roupas profissionais, e não tinha mais para onde crescer nessa função. Com sou uma pessoa sempre pra frente, buscando sempre algo a mais, a solução foi mudar para o setor de vendas, na qual você não tem limites para crescer!
    A primeira venda foi engraçada: o meu crachá ainda estava escrito “analista de sistemas” e quando fui abordar o cliente e negociar e tals… ele olhou e falou: “- O que um analista de sistemas quer negociar comigo?!! Volta pra informática!” Levando aquilo na esportiva, acabei dando um desconto a mais pro cliente, que até hoje nem sei se ganhei ou se perdi!
    O que aprendi foi que vender é algo que mexe muito com você, com sua capacidade de negociar, frieza, transparência, confiança! É algo mágico!
    Hoje, apesar da minha área principal ser Análise de Sistemas, continuo vendendo sempre que possível. Seja um perfume, tênis, comércio… O importante é vender! 🙂

    Forte abraço.

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